25 outubro 2005

Da existência à desistência

Não pagava aluguel havia 6 meses. Encontrava-se desempregado havia 2 anos.

Perdera sua honra. Destituiu-se sua cidadania.

Tivera de conviver somente com sua humanidade que há muito o condicionaram a desapreender.

Era demasiado ter de conviver com ela.

Natureza.

"Pra quê a porra desse pólen que se perde ao vento? Somente os mais concretos germinarão, ainda, em uma existência demente."

- Não existi nesse mundo e, agora, me tiram um pouco do homem que havia em mim e que só foi o que foi porque inexisti.

"Complicado passar a existir agora que o pólen já pouco importa para o jardineiro".

De fato a situação exigia uma retirada de emergência com um planejamento minuciosamente estratégico.

- Qual a melhor forma de morrer dignamente sem sentir dor?

15 comentários:

Anônimo disse...

É Dani...realmente, profundo...como sempre...
Nati

Dona Estultícia disse...

Eu não sei...alguém sabe??? Beijos!

Tatiana disse...

O tema da semana foi AUSÊNCIA
estamos contando os votos deste concurso e quinta feira tem outro tema no páreo.
Espere a quinta para escrevr. Tá muito interessante.
Tem um povo muito interessante escrevendo coisas boas...algumas doces surpresas...

Edu disse...

ah...li a primeira linha e vi q era igual aos outros....rs...estranhos...

só pra registrar...

"er...legal"

yara disse...

pô Dani... complexo... acho bom mesmo ler isso e depois te chamar pra um café. ah... seu coments, poxa... depois comento, mas eu gostei muito, foi sensível.. bem sensível... beijos!!!

Ana disse...

Vc esqueceu de colocar na receita do seu suco bizarro, o principal ingrediente ... A VODKA... que é um líquido praticamente inodoro e seguramente incolor... Assim sendo, dá pra entender de onde vem essas inspirações pra seus posts...

Mas td bem pq já me passou a legenda, ou melhor, "what comes behind your words", devo dizer que o post é bastante interessante...

No entanto, continuo achando que a comunicação consiste em atingir seu ouvinte da maneira mais clara e direta possivel... Então, a gente vai continuar com nossas divergências básicas..rs

bjs

mia disse...

Blog que amplia os horizontes e nos faz linkar coisas e pessoas, sentimentos e razões... Estou um pouco atrasada na leitura, pois percebo que cria-se aqui um mundo paralelo... muita informação, sentimentos/pensamentos teus/meus/deles/delas/nossos que se misturam, se interpretam... e eu fico aqui sem a conclusão do post anterior.

B-sos cariñosos!

Dora disse...

A forma de morrer dignamente e o que é melhor, sem sentir dor, é com ANALGÉSICOS!

Vivi disse...

krk!! vc escreve bem p kramba menina!!! adorei o seu texto, show! kisses! vou te add no meu favoritos, ok? inte!

Paulitcha disse...

Quando um riacho seca é porque mais adiante já tem outro a espera.

Adoro ler seus textos.

Beijokas

Lerys disse...

Umtitonacabeça

Aline disse...

Eu amo demasiadamente a palavra demasiado.
As outras são simpáticas também, e devo dizer que ficaram deveras harmoniosas juntas.
Mais uma coisa: ...Clarice?

Cirineu disse...

1) Quem sustentava esse vagabundo?
2) A porra do pólen é para infernizar a vida de milhões de alérgicos como eu, a cada primavera
3) Pode-se morrer infartado no auge do ato, mas desejar isso é pouca consideração para com o parceiro
4) Num dá para ser mais coesa?

Marcos disse...

A morte só é digna na velhice serena e só ocorre depois de muita dor vida a dentro.

Cirineu disse...

Taí, acho que eu gostaria de abrir um outro canal de comunicação contigo...

Arriba, Dani!