07 novembro 2006

Seco sem tingimento

Agora vejo a cor do mundo.
Olha, pois, a cor do mundo,
O Absurdo!
A dor sem reflexo,
O reflexo sem nexo,
Um espelho trincado,
Um jornal picotado,
Uma viagem sem destino.
Quero um cigarro para atravessar a eternidade.
Já estamos no Infinito,
Todos perdidos,
E com dores.
Vejo lágrimas escorrerem por seus poros,
Vermes causadores de seus próprios tumores,
Matemáticos masoquistas!
Falsos tutores!
O mundo chora, sem dó nem entorpecimento,
Agora vejo e compreendo.
A cor do mundo da cor
ESCURO
Expresso, então, profundo e sem tingimento,
Meu seco sentimento,
Do mais franco desprezo.

7 comentários:

Thiago Quintella disse...

Escuridão macabra!!

Marisa disse...

Pois é, Danielle, teu blog é muito legal. E por falar em "um cigarro para atravessar a eternidade" me veio à lembrança um outro episódio e cigarro, também ligado ao fatual mundano, porém desta feita ligado a uma certa Paris (não a poluída capital que todos conhecem), e que aconteceu a poucos meses atrás.

O Sr. Elliot Mintz, responsável pela assessoria de imprensa da atriz-cantora-manequim-bilionária Paris Hilton, em resposta ao vídeo em que a bela Paris aparece fumando o que parece ser um "baseado" (cigarro de maconha para quem jamais ouviu falar deste termo) em um clube de Los Angeles, declarou: "Eu gostaria de deixar algo claro a todos vocês. Paris Hilton tem o hábito de enrolar os seus próprios cigarros de tabaco. As coisas nem sempre são o que elas parecem ser. Foi apenas tabaco o que vocês viram."

Certo, e fumar crack é fumar um jogador de futebol cheio de talento. Honestamente, se eu fosse o senhor Mintz eu teria muito polidamente escrito a seguinte carta a todo o "staff" da senhorita Hilton:

"Querida Paris,

no momento eu estou demissionando da minha posição de seu assessor de imprensa. A despeito dos meus mais veementes esforços no sentido contrário, você deixou claro o seu total desinteresse em se conduzir de maneira condizente ao seu status de vida. Não é que você se deixe consumir por hábito auto-destrutivos, afinal isso não deixa de ser esperado de alguém a quem os pais deram tudo menos amor e dedicação. No entanto, é mais pela sua falta de consideração à minha posição e à minha suposta habilidade em inventar desculpas patéticas e enigmas cheios de alusões na tentativa de explicar as derrapagens do seu comportamento. Eu sou um assessor de imprensa, não um mágico. Nenhuma soma de dinheiro do mundo pode torná-la melhor do que você é, o que na expressão vernacular do dia é algo próximo do que se poderia chamar de uma "galinha".

Passe bem. Espero que algum dia você possa finalmente descobrir a dignidade e destacar-se deste mal-cheiroso e embaraçante sistema de vida no qual você decidiu se pendurar."

Tudo numa boa. E sem nenhuma ofensa, é claro.

ariadne disse...

Meu verso preferido :

Matemáticos masoquistas!

Oi, Dani!bjs

Dora W disse...

Meu seco sentimento.

Dani Ribeiro. Volta.

Doutor X disse...

Salve!

Dos retornos voltamos retumbantes não?
Vejo em muito o absurdo do mundo que tu,como eu, habita.
Mas dê lá uma olhadela no meu blog e diga o que achou sobre.
Considerações à ti minha amiga especial.

Anônimo disse...

pois é, eu nem preciso dizer nada. tão lindo... beijos, flor, beijos.

yara

Anônimo disse...

Arrebentou hein?