18 outubro 2005

Estratificação

A poesia não acaba.
Ando por entre passos largos na vasta
estrada,
olhando o brilho das
estrelas.
A tinta do asfalto se desgasta, com a
chuva
que lava e alimenta.
Porém,
não alivia, vários tempos de
seca,
que fizeram da
terra
Tão Sangrenta.

A poesia não acaba.
A estrada continua.
A estrela ainda brilha.
A chuva ainda lava.
A seca ainda suga.
E a terra ainda Sangra.

12 comentários:

Anônimo disse...

Dani,
Achei esse post demais...suas poesias são muito legais...Bjinho, Nati

Valéria disse...

que lindo! vim ver quem estava aqui e gostei de como vc escreve! mesmo. beijo

Ana disse...

ahhhh entendi... as vezes vc recebe um espírito poeta e ele até parece normal...
Mas sempre hei de viver com a mesma dúvida...

"que será que ela quis dizer qdo disse algo que parecia dizer alguma coisa que na verdade, apesar de ter dito, não queria dizer aquilo que realmente disse??"
bjitos.
ANa

Anônimo disse...

That's what I call good stuff.

Agora, além de ilma. exma. dra., a sra. também é poetisa?
Deixa um pouco para o resto da humanidade também!

E vê se tira aquelas caixas do 10.o D logo, hahaha!

Um beijo!

Aline disse...

P.S.: esqueci de colocar o nome, mero detalhe.

P.P.S.: é bom nem brincar com isso. Tenho uma professora com genes idênticos ao de... ah, depois eu te falo que é melhor!

Cirineu disse...

E por falar de secura, poesia não acaba, a nossa capacidade de enxergá-la é que escassea.

Arriba!

Dona Estultícia disse...

Danielle obrigada pela visita e pelas palavras. E é claro, pode linkar à vontade. E vou passar aqui mais vezes ok? Abs!

Lerys disse...

tipo num entendi nada, mas tb tenho uma poesia legal...segue:
Poesia
O Cume

No alto daquela serra
Semeei uma roseira
O mato no Cume arde
A rosa no Cume cheira

Quando cai a chuva grossa
A água o Cume desce
O orvalho no Cume brilha
O mato no Cume cresce

Mas logo que a chuva cessa
Ao Cume volta alegria
Pois volta a brilhar depressa
O sol que no Cume ardia

E quando chega o Verão
E tudo no Cume seca
O vento o Cume limpa
E o Cume fica careca


Ao subir a linda serra
Vê-se o Cume aparecendo
Mas começando a descer
O Cume se vai escondendo

Quando cai a chuva fria
Salpicos no Cume caiem
Abelhas no Cume picam
Lagartos do Cume saiem

À hora crepuscular
Tudo no Cume escurece
Pirilampos no Cume brilham
E a lua no Cume aparece


E quando vem o Inverno
A neve no Cume cai
O Cume fica tapado
E ao Cume ninguém vai

Mas a tristeza se acaba
E de novo vem o Verão
O gelo do Cume cai
E todos ao Cume vão

mia disse...

Me lembrou a poesia de João Cabral de Melo Neto....

Acho que você tem futuro! :P jejeje

B-jinhos!

Paula disse...

Nossa, tenho que comentar isso.
Tô pasma com a qualidade dos Blogs do pessoal da comunidade. Fico abestalhada de ler cada post, cada texto...
O seu em especial me deixou presa aqui um bom tempo lendo quase tudo.
Vou colocar seu link no meu blog para que eu nunca mais esqueça o caminho.
Beijos.

Thiago Quintella disse...

A Poesia tá nessa estrada aí, que nunca termina!
Curti muit seu espaço. E descobri que não é Dani de Arriba! hehehe como havia pensado sobre seu aplido, apenas uma corruptela de Ribeiro... bem criativa também!

Dora disse...

Se a terra sangra, faça-a parar!
Temos que cuidar dela, pra q não morra de hemorragia! ;)