03 maio 2007

O Lema de Euler

Sobre a destruição de superfícies poliédricas abertas.

Consideremos um sólido geométrico composto por 15 arestas, 10 vértices e 6 faces que, carinhosamente, chamaremos de Elisa que, até enamorar-se por Euler, mantinha-se como um poliedro benquisto por todos.

Enamoramento: termo romanesco das quimeras poéticas; resignação da alma pelo resíduo; causa de homicídio; objeto de estudo da psicologia.

Resignar a própria alma consiste, basicamente, em ceder cada uma de suas arestas conforme às exigências do afeto querido, ou seja, de Euler, aqui no caso.

Deveras altruísta, Elisa respondia facilmente às demandas eulerianas. A cada aresta cedida, perdia-se uma face.

Sendo assim:


V-A+F= 10-15+6=1


Não seria justo, portanto, afirmar que Elisa teria de iniciar sua reconstrução do zero, pois ainda lhe sobrara o "um", sua base-diretriz, um triângulo formado por um id fortalecido, um superego abalado e um ego intacto.

Bastaria, então, cimento e pá para tornar-se novamente sólida.

2 comentários:

Ana, Hiperbólica de carteirinha! disse...

eu nao gosto que vc repita posts... ahahaha
Mas esse me fez lembrar os longos cafés filosóficos after lunch... Deu Saudade.. de vc e da Aline... e daquela época.. e de te irritar com meus comentários mundanos e superficiais... hehehe
beijos, amore!

Garota Enxaqueca disse...

Tempo e paciência.
Isso se precisa.
Processos são complicados.
Mas isso não se tem como colocar numa equação.