01 maio 2008

A Torre, o Deserto e a Porta

Eu poderia inventar um Deus: Eu invento. Poderias também ser Rei de teu reino: Sê. Não fossemos eu invento um reino se: Nós poderíamos.
Pois não há quebra entre um ponto e outro, que ininterruptamente se unem pela síncope da desimportância. Mas o lado mais fraco é apenas a lateral: De um poço.
De grande altura, mesclava-se com o céu e todos os seus temperamentos. A matéria sua constituída de poros que pouco exsudavam e muito absorviam. Não era do pó do chão, era da superfície do firmamento do qual caíra e para onde seus olhos apontariam. E todo seu movimento era estabelecido pela rotação do chão, pelo vento do ar e pela presença do pó em seus poros que não era: Sê nós poderíamos.
A extensão do solo era toda extensão que não era da Torre: Teu reino. Vasto, plano e homogêneo. Massivo solo incansável de si mesmo. E todo seu movimento era delineado pelo tempo. Massa composta pelos pós: Sê. A Torre não é do chão massivo, quem és: Eu invento.
Pois noutra ponta da Torre está a Porta, que ininterruptamente se unem pela síncope desértica: Se não fossemos um poço, nós poderíamos passar por ela.

Um comentário:

Yara disse...

gosto muito deste, e gosto muito do outro abaixo.

beijo.