19 novembro 2007

Rastro

à deriva de um caminho. assenta no solo o pé. sinta a marca. o passo é um e o outro é outro passo. sinta o marco no caminho do soalho. sinta o sino toca o pé no solo. o peso do pé. do solo. toca. sinta o sino que o outro é outra sina de um mesmo caminho que deriva.


rrrrrr um hiato rrrrrrentre o chão e o metatarso


o dedo se prolonga até o tornozelo que se prolonga...sinta a sina de um mesmo caminho que deriva...o chão se prolonga do pé até o núcleo...e seus passos tectônicos são um...e os outros são outros passos de um mesmo caminho que deriva...sinta...o...sino...que...o...outro...é...outra...sina.

5 comentários:

Noilson disse...

Simplesmente um gênio.
Ao ler tais letras senti-me noutro mundo, noutro prisma. Enxerguei num caleidoscópio tais epifanias.
Simplesmente a melhor.
Parabéns.

mia disse...

passando e bisbilhotando o blog..
te quiero, cariño mío!
b-sos

Vanildo Danielski disse...

surpreendente. único. regurgitante de segredos: insinua afirmando sugerindo. polivalência.
bom. ótimo.

Victor disse...

Fofa..
adoro vc e suas poesias..
beijo e fica bem

Anônimo disse...

teus textos enlevam a leitura para um baile nos Píncaros.substâncias surgindo em sensações subjetivas. sábios seres contemplam os passos de quem anda à deriva.e quem navega à deriva anda por oceanos nunca dantes percorridos e corre para possibilitar o impossível.
dudupererê www.verbologue.zip.net