10 maio 2006

Mate o Xeque, então!

A perda da ambição

Era-lhe consentida a veneração excitada dos novatos aprendizes. Admirava-se com os astutos movimentos calculados enigmaticamente e representados como em um espetáculo de genialidade por sobre aquele imenso tabuleiro quadriculado do centro às margens. Seria uma grande nação movida por um Deus a guiar bravos Cavaleiros que funcionalmente atuavam em favor de seus Rei e Rainha para preservar e, quando melhor, ampliar seu império de suntosas torres.

Logo estaria ali, avançando casas e mais casas para aumentar o seu poder. Suaria sua carne. Inebriaria seu espírito da mais violenta e obsessiva paixão a cada passo dado além.

Era hora de tornar-se o Deus de sua fortaleza incólume, de coroar-se o Rei da mais expletiva nação, de jactar soberania digna de temor e esplendor.

" Pra quê?" - pensou

Então subiu à mesa, baixou as calças e fez xixi.

9 comentários:

Thiago Quintella disse...

Emoções do inconsciente diante do poder!!! Muito bom texto Dani!

Pat Maria disse...

No comments...

saudades queridona

besos!

Valéria disse...

territórios marcados então!
beijo

Ana disse...

Seus textos são tão VOCE...

saudade...

kisses

Dora W disse...

Nada melhor do que aliviar-se quando apertado, não é mesmo?

Nanna disse...

Risos.
Muito bons, seus textos.
E voltarei.

:)

Doutor X disse...

A (des)razão do xeque.

Excelente.

Considerações.

Anônimo disse...

I like it! Good job. Go on.
»

Anônimo disse...

I like it! Good job. Go on.
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